Brevet Misto São Luis do Paraitinga 200km

Um randonneur com alguma experiência é assim que me vejo, totalmente amador, mas muito esforçado. Não sou um cara que investe pouco no equipamento, mas também não considero que eu faça grandes exageros no que compro. Comecei a fazer provas de Audax no final de 2011. Entre idas e vindas completei o Paris-Brest-Paris e me tornei Randonneur 5000, o segundo título mais alto na carreira do ciclista randonneur. Depois de mais de 10000km em provas podia me orgulhar de nunca ter deixado de completar uma prova dentro do limite do tempo e das regras da modalidade.  Essa prova colocou em dúvida tudo que eu sabia sobre provas randonneur!

mapa_brm200km_slp

https://ridewithgps.com/routes/20563023

Eu sempre soube que algumas provas seriam mais complicadas, e não apenas as mais distantes, o meu primeiro 600km foi bem difícil, o primeiro 1000km também. O brevet misto de São Luiz do Paraitinga está nessa lista dos brevets quase impossíveis, e pouca gente deveria ir despreparado para a prova, mas mesmo os randonneurs mais experientes tem muita dificuldade de completar a prova. São cerca de 115km de asfalto mais 79km de terra, com quase 4000m de ascenção acumulada, pontos de abastecimento são quase nulos até o final da terra. Eu mesmo tendo essa prova no meu radar, nunca visualizei a prova como algo interessantíssimo, mas no final do ano passado depois de montar algumas bikes Frankstein quase Gravel, acabei adquirindo a minha Corratec Allroad, bike que me permite posicionamento de speed com pneus com cravos mas aros 700.

Você pode saber mais sobre gravel aqui: https://bikehandling.com.br/2016/08/15/cyclocross-vs-gravel-qual-a-diferenca/
Ou sobre a Allroad aqui: http://www.corratec.com/bikes/road/gravel/bike/bk22148/
Sobre a prova aqui: https://randonneursmogi.com.br/2017/05/15/briefing-virtual-brm-200km-sao-luis-do-paraitinga/

A Allroad é a bike que uso no dia a dia na cidade, e em geral bike que faz tudo, é como pato, não nada bem, não voa bem e não corre bem, mas a Allroad desde o começo foi surpreendente, ela tem um desempenho bem aceitável na estrada, muito melhor do que diversas bikes simples que temos à disposição no mercado brasileiro voltadas para estrada, é uma bike ótima para commuting, mas rápida do que 99% das chamadas urbanas ou híbridas, e na terra batida tem um desempenho bem legal, mas rápida em muitas situações do que uma Mountain Bike.

Corratec Allroad pronta para o brevet, elas estava pronta, eu não...

Corratec Allroad pronta para o brevet, elas estava pronta, eu não…

Eu não tinha certeza se faria essa prova, o meu maior parceiro de provas é um amigo chamado Rodrigo Carneiro que pretendia fazer essa prova mas uma lesão no joelho o impediu, e a dúvida tinha aumentado ainda mais, mas o Max Fonseca, acabara de adquirir uma Allroad e estava super afim de fazer a prova. Nesse período de dúvida o Vinícius Martins me liga e avisa: olha sua inscrição tá feita! Eu perguntei como assim? É tá feita, tinha seus dados no sistema e já apliquei para a prova. Eu então apelei para a instância superior, minha mulher, perguntei se ela topava ir para São Luiz do Paraitinga, para minha surpresa ela disse que sim! O Carneiro resolveu ir para São Luiz coma esposa, o que ajudou a animar a Tricia (minha mulher). As desculpas iam se reduzindo, e alguns clientes iam passando na Velodrome para adaptar suas bikes às dificuldades que essa prova oferece. Cassetes com 40 dentes, 3 coroas, pneus mais largos, tudo era dúvida para uma prova com tanta variedade de terreno. Bom, fui no óbvio: pneus Continental Cyclocross Speed 700×35, cassete 11-36 e pedivela compacto 34-50. Achei que talvez faltasse um pouco de marcha leve. Resolvi não pegar o meu farol Serfas TSL350 de sempre e fui nos Knog quedurariam por 5h na potência mais baixa, e são mais firmes na hora de prender na bike, o que ajuda na terra.
Chegamos em São Luis na sexta de noite, pizza com a galera, isso é uma das coisas legais do Randonneurs Mogi, não tem muito novato, é sempre gente conhecida e os poucos que não são conhecidos, se conhecem rapidamente. Há também um respeito muito grande por quem optou por tentar uma prova como o Misto de SLP.
Sábado de manhã vamos para a largada, não tive a ansiedade habitual das provas que faço, mas sim uma sensação de que essa seria minha primeira derrota em provas randonneur, eu não conseguia visualizar a chegada dentro do tempo máximo. E sempre tive consciência de que visualizar a chegada, se imaginar vitorioso te ajuda a de fato ser vitorioso. O Abner e o Max saíram no pedal comigo, estavam com aquela confiança de quem não sabe o que vem pela frente, ainda que sejam extremamente fortes e tenham mostrado isso nesse dia. O Abner em um dado momento me perguntou sobre o que eu achava e eu respondi que a probabilidade de terminar no prazo era pequena, que muita gente muito boa tinha sucumbido nessa mesma prova, de cada 15 que largam 2 terminavam em média. Rododvia Oswaldo Cruz, tudo certo, pedal rápido, visual da Mata Atlântica lindo, temperatura agradável, boa escolha de primeira pele mais jersey,  bom humor, 38km PC1. Primeiro erro pedir um queijo quente no buteco, a tia levou uns 20min para fazer os sandubas, e ainda era cedo estávamos bem alimentados, mas eu estava na lógica dos outros brevets, comer sempre que possível para evitar o “prego de fome”.
Saímos do PC1, entramos na terra, e aquele erro que não se deve cometer, pensar que pode ser mais fácil do que se esperava, chão cascalhado, bike desenvolvendo muito bem, bateu pela primeira vez a sensação de que ia ser mais fácil do que eu imaginava e de que ia completar no tempo. O Max estava com a bike pulando muito, e com dificuldades com a terra, paramos baixamos um pouco a pressão do pneu dele. 2km depois ele fura o pneu, me senti responsável e parei para ajudar, ainda que tenha me custado mais 10min acho que fiz o certo aí, pois o Max teria dificuldades de perceber que a fita de aro “sambou” na roda e uma beirada de furo de um raio no aro cortou a câmara de ar dele, e aí aquelas sortes que nunca acontecem apareceu, o Carlos Reis de Campinas furou mesmo lugar,  e ele tinha fita isolante na mochila, pedimos a fita passamos no aro e “pau na máquina”.
Abner que não sabia o caminho, 1km pra frente vinha na contramão nos procurando, voltamos pro pedal no ritmo médio alto, aquele que, se mantido, te faz completar qualquer prova. Alcançamos o Vini que tinha nos passado e era a referência de quem eu não conseguiria acompanhar por toda a prova, ele é mais leve, manda muito melhor que eu na terra, e é muito mais forte. Eu estava ofegante, Max, Abner e Vini batendo papo… Meus óculos se soltaram, quase caíram, quando parei para não perdê-lo. Não alcancei mais os 3, e pensei, talvez seja o melhor para eles e para mim. Eles teriam chance maior de terminar sem me esperar, e eu não me sentiria impelido a manter o ritmo muito alto. Chegamos à Catuçaba, PC2, todos se encontraram ali, e dali em diante o Horta foi minha maior companhia, Rodrigo Roux pedalou um pouco comigo, Luis Trilha por um pouco de tempo também…
Saindo do PC2 temos quase de cara a subida do Chapéu, subida insana, longa e com barro escorregadio, para você esquecer que tinha pensado que a parte de terra podia não ser tão difícil… Empurrei, empurrei, não acabava, quando o fôlego para quem empurrava já parecia não dar, chega uma descida escorregadia mas divertida. Que alívio… Mas não durou muito, daí para frente o plano que seria a preferência de qualquer ciclista (que sabe que se você desce vai ter que subir), já não era atraente, porque o terreno estava argiloso, não choveu durante a prova, mas choveu sim nos 4 dias anteriores a ela, o pneu da bike entrava quase 2 dedos na parte em que a terra estava dura, na parte mole o aro sumia profundamente no barro. E logo vinha outra subida. Lembrei da Renata Mesquita que me contou ter desmaiado nessa mesma prova, uma mulher de carro a acudiu, era a subida da igreja, lembro de ter parado há 4m de uma sombra, sabia que a sombra me daria um descanso maior, mas não conseguia dar os passos para chegar até a sombra, respirei por alguns minutos, cheguei à sombra, mais alguns minutos, gel de carboidrato, água… E taca-lhe pau! Descida!
Próximo PC era o tal Jericó, nessa altura meu maior companheiro de pedal era o Francisco Horta, que apesar de mais lento em descidas e pedalando, subia empurrando muito mais rápido, pensei que deveria ter treinado um pouco de corrida para esse prova, corrida com subida… Horta numa dada altura lembrou de pegar água, paramos num sítio o cara tinha água gelada, enchemos as garrafas, e a família estava toda reunida no entorno de uma bacia de laranjas, nos ofereceram as laranjas, o Horta aceitou pego a faca descascou e comeu algumas, eu estava me sentindo mal pedi para uma moça descascar uma para mim, o Horta riu. Eu ri de mim mesmo. Mas foi a melhor refeição que fiz na prova! Essa prova não tem pontos de apoio, não tem comida pra comprar.
Allroad do Vinicius Martins no alto do Jericó. Tive que pegar uma foto dele, nesse momento da prova eu conseguia ver e me emocionar com a paisagem, mas não conseguiria fôlego para uma foto...

Allroad do Vinicius Martins no alto do Jericó. Tive que pegar uma foto dele, nesse momento da prova eu conseguia ver e me emocionar com a paisagem, mas não conseguiria fôlego para uma foto…

Subida do Jericó, região inacreditavelmente linda, fiz a subida toda até a vila do Jericó sem empurrar, fiquei até orgulhoso, mas chegando lá esperava que houvesse algo para comer, beber, era o PC3, Horta fez a foto de confirmação do PC, e fomos procurar a venda local. Chegamos não tinhas quase nada além de cachaça e cerveja, dois bêbados falavam sem parar, dentro de um barraco de madeira, e eu sentei e queria só tomar o Guaraná e ir embora, os caras não paravam de falar, eu tentei achar um jeito de ser educado e pedir para eles pararem de falar, não lembro o que falei, mas quando me dei conta um dos bêbados já dizia que ele resolvia as coisas na bala… Subi na bike e fomos para o finalzinho da subida do Jericó, chegando nos bloquetes vimos o Miguel sentado olhando a paisagem, não dava para subir pedalando, só empurrando. No final dessa subida mais um visual de tirar o fôlego! Pqp indescritível e em foto não dá pra ver a magnitude dessa vista!!

O grande mestre das subidas Francisco Horta empurra a bike e lá no alto o Super Randonneur Miguel Korovichenco o aguarda sentado apreciando a paisagem...

O grande mestre das subidas Francisco Horta empurra a bike e lá no alto o Super Randonneur Miguel Korovichenco o aguarda sentado apreciando a paisagem…

Nesse momento voltei a fazer contas, tinha cerca de 8:10h de prova, e eu percebia que ia ser muito difícil de terminar no prazo. Miguel disse que ano passado tinha terminado 30min fora do prazo, que esse ano iria ser muito pior, deu um estalo, meu coração disparou, pensei que não queria que alí fosse a minha primeira derrota em provas randonneur e pensei, se eu não terminar isso aqui esse ano vou querer voltar aqui ano que vem!! Vamos pedalar, vamos acabar com isso! Era uma descida e uns planos leves as subidas grandes já tinha passado, em 50min pedalando forte consegui sair da terra, um garoto local de Mountain Bike estava indo para Cunha, me acompanhou deu um belo apoio moral. chegando no asfalto tem uma subida inacreditávelmente inclinada de 1,5km subi cerca de 1km dela pedalando. Chego no trevo de cunha a relação de marcha que vinha dando estralos sucumbe, corrente cai entre o cassete e os raios, cambio se torce todo, e eu percebi no limite de entortar e arrancar a gancheira, câmbio, corrente, desço da bike com cuidado reaprumo tudo, achava que a bike não poderia continuar, giro pedal, parece que funciona, dou uma ajustada nos limitadores do câmbio que ficou meio desregulado, mas não passaria dos limites de cima e de baixo, onde a coisa quebra toda. Entro em Cunha paro numa mercadinho compro 4 gatorades, tomo todo, um gel de carbo, 2 gatorades para as caramanholas e aí o tempo já era escasso, parecia ser quase impossível terminar a prova, lembrei do Horta dizendo que apesar de ter longos trechos de descida, as subidas eram muito fortes, subi na bike e pedalei, muito, parei no PC4 fiz a foto, subi na bike e pedalei, muita subida já era noite, farol ligado, uma derrapada um carro vem lá da esquerda para a pista da contramão, entra no acostamento onde um pedalava, o motorista tira o carro de cima de mim no último segundo, quando ele passa vejo que ele tinha desviado de um cachorro na estrada. Cães em provas devem ser minha sina, atropelei um cachorro em 2013 aos 82km de uma prova de 600km rompi um ligamento, cirurgia e meses de fisioterapia… ( Sim terminei essa prova mesmo com ligamento rompido!)

Deixei um dos GPS na tela de velocidade e o outro campo mostrando o tempo restante, sabia que tinha que manter a velocidade sempre acima de 22km/h, mas as subidas eram para 7km/h. O tempo se reduzia e não conseguia manter a velocidade próxima dos 22!!! As descidas eram longas e ajudavam um pouco. Subida antes da Lagoinha, ultima subida realmente longa, vejo luzes e umas bikes em zigue -zague só podiam ser Carlos Reis e Ana. Chego neles eles já tinha desistido, e eu conversando com eles já assumia que ia pedir resgate na Lagoinha, mas ainda tinha uma ponta de esperança de terminar, pensei chegando na Laginha decido. Não cheguei na Lagoinha, varei a cidadinha, só aproveitei a luz dos postes para mandar 3 géis de uma só vez, usei os HTPro que tem taurina e cafeína, pensei essa é a ultima esperança. Aí eu já tinha que manter uma média de 28km/h por uns 25km, e a coisa parecia impossível mesmo!

Saindo da Lagoinha uma descida longa com curvas, plano, descida longa, cronômetro apertando, 40min para o final, desidas longas, planos longos, subidas curtas mas fortes, 30min para o final, olho a previsão de altimetria pelo Garmin, mais duas subidas, fiz ambas de pé, 19km/h nas subidas, 20min para o final. Farol apaga, acabou a bateria! Caracaaaa!! Não é possível! era um trecho plano antes da ultima subida. Um carro passa consigo ver o rumo da estrada sigo, acelero sem ver a estrada, os olhos se acostumam com o breu, consigo ver levemente a linha branca pintada, acelero mais, uma moto vem vindo confiro as luzes traseiras que estão funcionando, evito olhar de novo para os olhos conseguirem ver na escuridão. Moto passa o farol ilumina o caminho e uma placa “Hospital São Luiz do Paraitinga 3,5km”, acelero, outra moto, aceno o cara reduz explico que fiquei sem luz, ele foi ao meu lado conversando comigo até a ultima subida, fiz a subida de pé a moto se foi, subia de pé, sem enxergar nada, estava puto da vida comigo mesmo, porque raios eu trouxe esse farol que tinha bateria de duração menor?! Meus olhos se enxiam de lágrimas, de raiva, ansiedade, aí não dava pra ver nem a faixa, de novo uma subida com muita força, coisa de 24km/h rasagando os músculos do quadríceps. Um trevo, entro para a esquerda, postes de iluminação. Olho no relógio. Caraca vai dar tempo! Vai sobrar uns minutos?!! Porra não posso pensar nisso se não a corrente quebra ou o pneu fura, caramba porque mesmo eu comecei a pedalar provas randonneur?! As lágrimas de raiva com ansiedade viraram de alegria, vejo a igreja, o posto de gasolina, menos de 300m para a chegada farol apagado, entro no estacionamento da pousada Cavelas, ouço um “chegou alguém” estava escuro! Vini, Max, Abner, Luis Trilha tinham terminado e alguém solta caramba dia histórico! 5 terminaram essa prova, recorde! Era o Roux, Carneiro do lado parabenizando… Não foi dessa vez que eu não terminei, não foi dessa vez que não terminei no prazo. Eu sempre digo que esse dia virá, mas essa prova foi brutal!
Nem dá para agradecer a todo mundo que ajudou em algum momento. Depois pizzaria e 23:30h chega o Miguel Korovichenco! Esse cara é um baita vitorioso, não pára se não acabar. Espero que no dia em que eu perder o prazo numa prova, eu não perca a ternura para continuar como o Miguel fez.

Foto da minha chegada, sim era ridícula a minha alegria! Rindo e chorando ao mesmo tempo...

Foto da minha chegada, sim era ridícula a minha alegria! Rindo e chorando ao mesmo tempo…

Vini, valeu por ter me inscrito e não me deixar na dúvida em fazer ou não a prova, Roux valeu por exagerar em tudo que você conta, isso me fez acreditar que não seria tão difícil assim! Carneiro você é um mala, mas um baita parceiro, na largada, na chegada, nos últimos 15 ou 16 anos tem sido um baita amigo. Max chegou chegando, Abner ou Bambam nós tomamos muito tapa na cara, mas demos muito mais! Para a equipe da Velodrome obrigado pela preparação das bikes, Leão você é chato pra cacete, mas é super competente! Yuri obrigado pela tranquilidade que você me dá em saber que a loja tá bem cuidada enquanto estou fora.

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Ps- Dos 5 que chegaram no prazo, 4 eram do nosso grupo de pedal o Roda Livre, dos 5 que chegaram 3 estavam de Corratec Allroad vendidas e preparadas na Velodrome Bikeshop. Isso é motivo de muito orgulho, hoje essa bike só é importada para o Brasil por uma aposta da nossa loja e do Fabio Monteiro e Rodrigo Boragina da Relm Bikes que sempre confiaram no nosso trabalho e nas nossas visões.
Atividade no Strava: https://www.strava.com/activities/1000366254
Vídeo Relive: https://www.relive.cc/view/1000366254

8 comentários sobre “Brevet Misto São Luis do Paraitinga 200km

  • Caraca, Caetano, puta texto! Eu lembro de um detalhe, que é o que deve ter feito você ligar as turbinas. Eu já tinha desencanado de terminar no tempo, pois no ano passado estava tudo seco, muito mais fácil (mais fácil?) e terminei 1/2 hora além do tempo regulamentar. Esse ano choveu até sexta-feira às 17h, ou seja, São Pedro preparou o terreno para dificultar o que o Rafael já tinha dificultado, incluindo Jericó. Falei pra você que não dava mais tempo. Você não falou nada, simplesmente largou eu e o Horta e sumiu. Dali pra frente fiz todo o percurso torcendo pra você, pois sabia que você tinha ido “pras cabeças”! Tanto que te parabenizei um montão de vezes por esse feito extraordinário. Não tentei te acompanhar, pois sei do meu “potencial”, não dava pra tanto. Mas no ano que vem estou lá, para tentar pela terceira vez terminar no tempo! rsrs Pela milésima vez, parabéns!!!

    • É verdade! Grande Miguel, sabe que sou fã de caras como você, foi até o final mesmo tendo estourado o tempo máximo para brevetar!

      Foi mesmo você que me chamou a atenção, quando você disse que já era, bateu um frio na barriga, fiquei pra baixo por um milésimo de segundo, mas no momento seguinte a adrenalina veio forte! Aproveitei ela ao máximo e fui pra cima… Que bom que você me disse aquilo, ia perceber que não dava quando estivesse tarde demais, não fosse pela sua frase “não dá mais”.

      Agora queremos um relato seu! Talvez um relato do seu ano de Audax, que ano incrível hein Miguel!!!??? Vai juntando as fotos! Você é ídolo!

  • Estava procurando informações sobre a allroad e encontrei o seu relato, como esse mundo é pequeno.

    Eu estava lá, (na vdd, entrei de gaiato nesse navio, não sabia o tamanho do desafio), com uma mtb oggi hacker, que deu bastante trabalho. (tive q pedir ajuda p o Vinicius, para regular o freio rs). deu para ir até o km 135, (acho q eu era o ultimo da fila, isso era umas 20:30, la na serra, depois de cunha), quando por sorte, alguns amigos do BRM me resgataram la na serra kkk.

    Foi uma experiencia incrível. Mesmo sendo novato, a galera me recebeu muito bem. Só trago coisas boas.
    Quem sabe esse ano n tente de novo tmb.

    • Desculpe demorar tanto a responder! Sua mensagem ficou perdida em meio a um monte de Spams que o blog recebe! A prova é super desafiadora! km 135 o pior já tinha passado, duro é conseguir chegar lá à tempo de terminar dentro do prazo! Parabéns por ter tentado e completado a maioria do desafio!

      • Fica tranquilo Caetano, sei como que é, perco varios emails assim. Agora sobre a prova, acabei de ver o anuncio no Strava e esse ano vou tentar de novo por questão de honra, mas dessa vez um pouco mais preparado.

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